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About Literature / Hobbyist Mateus BragaMale/Brazil Recent Activity
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Mariposa [Serie: Sobre insetos e Amor] :iconchaosinperson:ChaosInPerson 0 0
Literature
A Dor da Compreensao
A dor da dúvida só é menor que a dor da compreensão
O medo da loucura só é menor que o medo da razão
Compreendo que jamais serás minha, nem agora, nem nunca.
A razão do meu ser é o teu ser e isso impede a união
Até que se aprenda o que devemos aprender
Nosso amor ficará apenas em minha imaginação.
Procuro em você aquilo que não há em mim, mas não é uma usurpação
Em troca pode levar o que quiser, tudo o que eu tiver, será seu se me der teu coração.
Não o quero para mim apenas para guardar, quero por junto ao meu e a sete chaves trancar
Num armário escuro, dentro de um porão. Jamais verão a luz, nem o meu, nem o teu coração.
Nunca mais hão de sofrer, nem de lastimar, seremos apenas eu e você, sem eles para atrapalhar. O que posso dizer de tal ideia insana? Os corações são rebeldes demais para controlar.
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Literature
O Mar
Henrique estava sentado na areia há quase uma hora. Ele se perguntava, por que tivera a maldita ideia de ir até lá. Odiava aquele lugar. Tinha ido até a praia apenas para pegar algumas conchas. Queria fazer um colar para Gaby.
“É tudo culpa de Pedro” pensava “se ele não tivesse me dito que ela gostava de conchas, eu não estaria aqui.”
Henrique estava passando as férias na casa de praia dos tios, ele detestava a praia, mas gostava muito dos primos Pedro, que era dois anos mais velho do que ele e Jessica, que tinha sua idade, então fora assim mesmo. Isso e por que ele sabia que Gaby estaria lá. Gaby era a melhor amiga de Jessica, por quem Henrique sempre foi apaixonado, mas tinha vergonha de dizer. Porem, ele
finalmente tomou coragem e contou a Pedro, que já havia se apaixonado por muitas garotas, apesar de nunca ter conquistado nenhuma delas — ninguém precisa saber disso — e quis saber o que
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Literature
Urubus no Caminho
Anna voltava da escola sozinha pelo caminho que sua mãe lhe ensinara, era a primeira vez que o percorria sozinha. Ela olhava em volta, atenta aos pontos de referência que sua mãe lhe dera, para saber em quais ruas deveria virar e por quais deveria passar direto. Foi nesse momento que viu algo que chamou sua atenção. Havia uma grande coisa escura no alto de um poste. Olhando mais atentamente ela percebeu que se tratava de uma ave, que ela reconheceu como um urubu. Ela achou engraçado encontrar um urubu no caminho, nunca tinha visto nenhum quando passava ali com sua mãe.
Ela continuou andando até a próxima esquina e, então, parou. Havia outro urubu no alto de um poste, mais outro, outro no poste seguinte e assim por diante. Todos naquela mesma rua. Anna ficou tão curiosa com aquilo que decidiu dar uma olhada. Foi caminhando lentamente por aquela rua, sem se dar conta de que estava desviando do caminho ensinado por sua mãe. Quant
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Literature
Palavras Tragadas
Sento quieto. Observo os pássaros e o céu,
As árvores e a grama, os caminhantes a caminhar.
Cruzo as pernas, suspiro e tiro o meu chapéu
Relaxo e reflito sobre as dores e os sabores de amar.
Acendo um cigarro, logo são dois, três, quatro,
No quinto vem a lembrança do teu ultimo olhar.
Seis, sete, oito. Paro. Enxugo uma lágrima do olho.
Quem me dera pudesse tocar teu rosto. Volto a fumar.
Fumo sem parar, até o fim do maço. Nunca fui de fumar.
Tento usar um vício para suprir o outro, não custa nada,
Mas, creio eu, que não é algo que vá funcionar.
Sinto-me mais perto da morte. Talvez, seja melhor que viver.
Já que, tento fazer uma coisa impossível, pois, nem todos
Os cigarros do mundo supririam meu vício em você...
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Literature
A Lanterna Dourada
Havia em algum lugar um homem como qualquer outro. Acordava todos os dias para ir trabalhar sempre pensando em como seria maravilhoso se fosse milionário, se tivesse dinheiro suficiente para comprar sua própria ilha. Não tinha um emprego ruim, mas, ainda assim, não lhe era suficiente. A esposa era jovem e bonita, mas não era como as modelos dos comerciais. Logo, ele não ficava satisfeito, vivia desejando uma mulher mais bonita. Paquerava as estagiárias da empresa em que trabalhava, na esperança de conseguir uma transa qualquer dia, afinal, é assim que todo homem comum pensa. Tinha filhos, mas esses eram apenas mais uma dor de cabeça e duas bocas para alimentar. Houve o tempo bom, é claro, mas acaba com a chegada da adolescência.
Esse homem comum tinha a vida que muitos desejam, mesmo assim, não dava valor. Tinha um bom emprego, um bom salário, uma esposa e dois filhos que o amavam, mas, mesmo assim, acordava e dormia
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Literature
Solidao
Imerso no silêncio do vazio profundo, sob as marquises do julgamento alheio, dorme de olhos abertos, sonhando acordado com um mundo livre. Cansado, inerte, incapaz de mover um dedo, esmagado pelo peso das suas próprias escolhas. O vento frio do desespero lhe envolve num abraço sufocante, seu corpo treme involuntário, inevitável consequência de si mesmo. O coração partido, veterano de guerra, aguarda pacientemente o próximo combate. A expiração fraca, visível graças a condensação, lhe escapa os lábios, como um último suspiro antes do beijo, o beijo inevitável da morte.
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Literature
O Amor
Ó, minha querida, por que choras?
Por acaso esqueci-me de por comida em tua gaiola?
Se for frio, não se acanhe, diga, que eu irei te aquecer.
Só não digas, jamais, as palavras que sabes que não deve dizer.
Teu sorriso me encanta, porque não sorri um pouco mais?
Há tempo que não vejo alegria em teus olhos. O que não a satisfaz?
Seria a falta de alguma coisa que não tens aqui?
Diga e dar-te-ei tudo o que pedir e um pouco mais.
Só não diga, por favor, que lhe falta amor, pois te amo demais.
Se é medo que eu deixe você, te preocupas atoa, tu jamais há de me perder.
Basta não dizer o que, sabes, que não deve dizer.
Para sempre, minha bela, hei de te amar e te querer,
a menos que digas para mim "não quero mais você".
Mas como poderia você dizer tal coisa, se me amas de paixão?
Como poderias querer fugir, se é tão boa tua prisão?
De tua boca jamais sairão tais palavras,
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Literature
Habitat Natural
Quando me perguntaram o que penso da natureza humana, eu respondi que está profundamente relacionada a criação e ao meio onde se vive, pois assim também é na natureza. O comportamento está intimamente ligado ao hábitat. Quando me perguntaram sobre o nosso habitát, respondi apenas que habitamos um ao outro.
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Literature
Explicacoes do Amor
Como explicar, quando, mesmo a distância, toda vez que você sorri, eu sinto a tua felicidade? E como explicar que, toda vez que eu fecho os olhos, eu sinto você aqui comigo? Como explicar as conversas imaginárias que tenho contigo? Porque conversar com você é bom, mesmo quando é só na minha imaginação... Antes de você, o conceito de que amar é deixar livre, para mim, não fazia nenhum sentido. Agora eu sinto em sua liberdade a minha liberdade e, mesmo que você tenha escolhido partir, eu estou feliz, porque você está feliz.
Como explicar algo tão completo, que só existe por inteiro e não se restringe a sentimento, não diminui com o espaço e nem com o tempo? Não que não haja tempo ruim em nosso céu particular, mas basta apenas um olhar de relance em teus para ver que qualquer palavra mal dita entre nós não tem nenhum sentido e já não existe mais.
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Literature
Doenca Cronica
A medica olhou-me nos olhos como alguém prestes a anunciar uma doença terminal.
Eu já esperava o pior. Ela segurou firme a minha mão e disse "seja forte"
"O que eu tenho, doutora?" finalmente consegui perguntar.
"Trata-se de um mal que atinge todas as pessoas, pelo menos uma vez na vida" respondeu ela "é um caso sério de Falta de Vontade de Viver"
"Oh, meu deus! O que farei, agora, que sofro de um mal tão terrível?!" perguntei aflito.
Ela me deu um abraço apertado, desses que não da vontade de soltar, e sussurrou em meu ouvido "não se preocupe, eu cuidarei de você".
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Literature
Dilogando Com Meu Tio Morto
Encontrei, hoje, um tio meu, há muito falecido.
Ele disse — diga-me agora, sobrinho, sem demora, o que tem feito da vida.
Eu lhe respondi — sou um sujeito sem amigos e sem sorte e
muito mais interessante do que o que eu tenho feito da vida
é o que tens feito da morte.
Nesse caso — respondeu-me ele — somos dois fodidos,
eu um morto vivo lamentando a vida e você um vivo sem vida esperando a morte.
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Literature
Castelo de Cartas
Eu achei que construíamos uma fortaleza, mas não passou de um castelo de cartas. Ao menor sinal de vento, chacoalha todo, prestes a desabar sobre nós… Por que você faz isso? Porque esconde seu jogo? Sem as suas cartas, não podemos jogar e nem construir nada.
Eu sei que você acredita em mim, no fundo você sabe que é verdade, mas, então, do que você tem medo? Porque você se encolhe, se esconde toda vez que eu chego perto? Me deixe estar com você, me deixe estar em você… Eu só preciso de você.
Você diz que estou confuso, mas, para mim, tudo nunca esteve tão claro. Vamos, me de uma pista, vamos jogar o seu jogo. Acho que baralho não é o seu forte, você prefere jogos de esconder. Esconda de mim seu coração, eu não me importo em procura-lo, mas, por favor, me dê uma pista.
Será que este castelo está caindo ou é apenas o meu medo que faz as paredes
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Literature
Assassino Silencioso
Eu o vejo. Ele me vê. Nossos olhares se cruzam. Há uma compreensão mutua de nossa sina.
Vagarosamente, um passo após o outro, ele se aproxima. Cada movimento é friamente calculado para diminuir minha possibilidade de fuga.
O assassino silencioso, cada dia mais próximo, vai me matando aos poucos, sem ao menos me tocar. Não me movo. Não sinto vontade de fugir, é mais confortável ficar.
Ele me toma em seus braços, me sinto protegido, reconfortado. É bom estar aqui. Olho sua face sem rosto e vejo a mim mesmo. Quem mais poderia ser?
Não tenha medo — ele diz — a morte não é tão ruim. A maioria das pessoas nem a percebe, apenas continuam a existir. Vivem dia após dia seus hábitos e rotinas, sem saber porquê. Apenas relaxe, esse logo será você.
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Favourites

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Mature content
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Literature
Quem me dera ter a vossa...
Quem me dera ter a vossa falta de tempo.
Se eu tivesse a vossa falta de tempo
podia estar quieta em casa,
trocar cartas lacradas.
Podia estar no café a tomar café e a morrer
fugindo para dentro de pessoas angelicais mas humanas.
Mas isso era se eu fosse como vocês
e se eu tivesse a vossa falta de tempo
podia fumar cigarrilhas entre turbas de admiradores
e discutir poesia incompetente
e escrever cadernos secretos cobertos de imagens.
Podia estar a ouvir música e estar em silêncio
Passear e estar em silêncio
Estar em silêncio perdida na minha pressa
e nos problemas que, afinal, seriam demasiado grotescos para se viver com eles.
Mas eu devia era dar-me por feliz
porque o meu sofrimento é nada comparado
aos vossos passeios, às vossas cartas, às vossas pontas de canetas, aos vossos pés, mãos e azuis, às vossas conversas e festas interditas,
Enfim, ao vosso imenso sofrimento.
Sim, eu devo dar-me por feliz,
pois sou feliz porque
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Literature
...missing you...
Can you remember the first day we met?
The day when I was crying in the recess,
When I stole your snail and you stole my pencil,
The moment when we made a story together,
When I saw your drawings and we went to drama class?
You forgot it already, but I remember.
And I miss it.
It's paifull to think about those moments,
even if you didn't notice that I was there.We're still together, but I miss you already.
I misso you Moon and Sun,
little furry pets, shining for the world
and smiling. I misso your smiles andyour joy
as I miss the Tree, the Grass and the Stars.
I misso you, birds, Rave or Hummingbird,
with your black and your colour,
with your evil and your kindness,
with your stories and your art,
with your brain and your heart.
I'm still here, , but I miss
the hawk and it's feathers.
Can you remember our moments?
When we walked in my old parties full of baloons,
When we went to our first movie,
When we found that little bird
or when I thought that goodbye would be forever?
I do.
This
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Literature
Cortes de Papel
Aqui me encontro prisioneira. Sei que estou inocente, o meu único crime foi não saber o caminho. Perdi-me nos corredores do castelo, procurando o salão de baile, corri no meu vestido branco de cetim, batendo portas umas atrás das outras, descendo escadas, rectas, espiraladas, todo o tipo de escadas. Vim parar a esta sala e agora sou prisioneira.
O castelo está na colina sobre a praia e muitos dos seus níveis estão submersos na água do mar. Sei disto porque esta sala está rodeada de pequenos corredores fechados por grossos vidros, janelas que me mostram que estão cheios de água. A sala é vermelha, paredes vermelhas, tecto vermelho, tapeçarias vermelhas com grandes e complexos ornamentos dourados que brilham, com forma de pássaros, de insectos, todo um ecossistema prisioneiro de grossos tecidos macios. Não há uma mesa, nem uma cadeira, não há sítio nenhum onde me possa sentar nesta sala circula
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:iconladylouve:LadyLouve 1 0
Literature
Cordao Umbilical
Anoitece e os grilos comunicam por pequenos estalidos. Ainda estou escondida. Os estábulos são quentes, tanto calor vindo de corpos equinos, suas palhas, suas fezes. O cheiro é intenso, mas não é mau. Cavalos não cheiram mal, cheiram a feno, é a isso que cheira aqui. Mas não me posso deixar sentir confortável, não posso adormecer no meio dos fardos de palha: ele anda por aí, ele ainda anda por aí.
O assassino já matou seis estudantes de equitação, dentro deste estábulo, cada um junto a um cavalo. Os cavalos estão assustados, todos estamos assustados, mas tentamos manter a calma. Eu tento manter a calma. A próxima sou eu, sei disso, sinto isso. E ele anda por aí, ninguém sabe como ele é, a única coisa que sabemos é que a sua arma é uma faca, uma faca muito grande e muito afiada com que ele degola as suas vítimas. Não sei como poderei escapar. Preciso de sair
:iconLadyLouve:LadyLouve
:iconladylouve:LadyLouve 2 0
Literature
O Assassino Teatral
Diana conseguiu convencer Irene a tirarem umas férias, as duas resolveram viajar para Liverpool. Iriam passar os poucos dias entre idas a pubs, a museus e visitando locais que foram frequentados pelos Beatles. Irene estava completamente entediada, ela nem imaginava quem eram esses tais Beatles. Preferiu passar os dias nos pubs, porém acabava sendo expulsa ao fazer deduções e com isso irritar todos por ali. Em uma dessas, ela acaba se batendo em Diana.
-Finalmente te encontrei irmã!
-Oh irmã minha isso aqui ‘tá’ um tédio! Voltarei pra Londres ainda hoje. Com certeza o Lestrade já deve está com algum...
-O que foi?! Irene?!
-Irmã minha! Dependendo do que for aquilo, mudo de ideia quanto a ir embora.
Diana olhou para o topo do prédio em sua frente, havia um tumulto acontecendo por lá e ao retornar seu olhar viu sua irmã já indo apressada em direção a ele. Logicamente, ela correu para acompanha
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Mariposa [Serie: Sobre insetos e Amor]

Observo atento, da janela, Tua magnífica beleza

Como pode uma coisa tão bela despertar em mim tão grande tristeza.

Ver-te a voar, tão livre e solta, é para mim um grande castigo,

Pois vivo aqui, como um pássaro na gaiola, preso

Quando o que eu queria, mesmo, era estar contigo. 

 

Só tu me compreendes, Apenas tu és capaz de me amar

Tu conheces meu ódio por toda essa gente, Tu também és capaz de odiar

Somos culpados, ó, minha amada, apenas por não sermos perfeitos.

Para mim, tu não precisas mudar em nada, amamo-nos assim, feios do nosso jeito

 

Espero aqui todas as noites, apenas para vê-la voando sob a Lua

Tu nunca fugiste ao meu encontro, jamais me traíste,

Por isso, meu tempo é teu e minh’alma logo será tua.

 

Ó, minha Fada da Noite, minha Dama da Escuridão,

Minha querida Mariposa, Tu roubaste o meu coração

 

Em teus vôos graciosos, danças como a bailarina perfeita

Espero que queira dançar comigo, Penso com meus olhos lacrimosos

Por favor, não me faça essa desfeita

 

Digo adeus a este mundo que nos odeia

Digo adeus a toda essa insanidade

Digo olá pra ti, pra está paixão que me incendeia,

Logo dançaremos juntos, por toda a eternidade.

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A dor da dúvida só é menor que a dor da compreensão
O medo da loucura só é menor que o medo da razão
Compreendo que jamais serás minha, nem agora, nem nunca.

A razão do meu ser é o teu ser e isso impede a união
Até que se aprenda o que devemos aprender
Nosso amor ficará apenas em minha imaginação.

Procuro em você aquilo que não há em mim, mas não é uma usurpação
Em troca pode levar o que quiser, tudo o que eu tiver, será seu se me der teu coração.

Não o quero para mim apenas para guardar, quero por junto ao meu e a sete chaves trancar
Num armário escuro, dentro de um porão. Jamais verão a luz, nem o meu, nem o teu coração.

Nunca mais hão de sofrer, nem de lastimar, seremos apenas eu e você, sem eles para atrapalhar. O que posso dizer de tal ideia insana? Os corações são rebeldes demais para controlar.
Henrique estava sentado na areia há quase uma hora. Ele se perguntava, por que tivera a maldita ideia de ir até lá. Odiava aquele lugar. Tinha ido até a praia apenas para pegar algumas conchas. Queria fazer um colar para Gaby.

“É tudo culpa de Pedro” pensava “se ele não tivesse me dito que ela gostava de conchas, eu não estaria aqui.”

Henrique estava passando as férias na casa de praia dos tios, ele detestava a praia, mas gostava muito dos primos Pedro, que era dois anos mais velho do que ele e Jessica, que tinha sua idade, então fora assim mesmo. Isso e por que ele sabia que Gaby estaria lá. Gaby era a melhor amiga de Jessica, por quem Henrique sempre foi apaixonado, mas tinha vergonha de dizer. Porem, ele
finalmente tomou coragem e contou a Pedro, que já havia se apaixonado por muitas garotas, apesar de nunca ter conquistado nenhuma delas — ninguém precisa saber disso — e quis saber o que ele deveria fazer. Pedro lhe disse que ela adorava conchas e que ele deveria dar uma a ela ou fazer um cordão com uma e dar de presente. Henrique ficou relutante no inicio. Ela valia mesmo tudo isso? Sim, valia. Henrique decidiu que faria o sacrifício.

Ele não queria que ela soubesse que ele pretendia dar lhe a concha, queria fazer uma surpresa. Esperou até sábado à tarde, quando sabia que Gaby e Jessica estariam na casa de outra amiga, organizando uma festa surpresa para ela. Pedro havia marcado de sair com uns amigos, mas se ofereceu para desmarcar e ir até a praia com Henrique, pois sabia que este não gostava de ir à praia, mas ele recusou. Queria fazer isso sozinho. Já tinha tudo planejado: iria até a praia, cataria algumas conchas, voltaria para a casa de seus tios, escolheria a concha mais bonita e faria um cordão para Gaby. Um plano simples e fácil. O que poderia dar errado?

“O que poderia dar errado? O que poderia dar errado?! É claro seu burro! Vá até lá e escolha uma bela concha! Com certeza ela vai se apaixonar e vocês serão felizes para sempre! Só que as conchas estão nos recifes e não em praia de mar aberto como essa!” pensava ele, sem conseguir desviar os olhos do balanço das ondas.

Ele foi até a praia colocar seu plano em prática, mas andou por quase uma hora e não encontrou uma concha se quer. Agora estava sentado completamente sozinho, amaldiçoando a si mesmo. Devia ter aprendido da última vez.

“Eu devia ter aprendido a não confiar no Pedro! Aquele maldito traidor! Por que fui confiar nele dessa vez?! Ah! Sim! Acredite no seu primo mais velho que “conhece as mulheres”! O mesmo prime que estava tudo bem, que não havia problema com a água! Mentiroso!”

Henrique lembrava como se fosse ontem, apesar de ter apenas sete anos na época...

Estavam todos na praia, seus pais, seus tios, seus primos, até mesmo seus avós. A família toda estava lá, todos se divertindo, apenas Henrique estava odiando tudo aquilo. Naquela época, aos sete anos de idade, ele já não gostava da praia e, de jeito nenhum, teria entrado na água, se Pedro não o tivesse convencido.

Ele chegou mais perto da água, não conseguia desviar o olhar, as ondas o hipnotizavam como o chamariz de um predador atraia sua presa. Henrique descobriu que, na verdade, ele queria entrar na água, queria senti-la, queria estar nela, fazer parte dela, então entrou. A água estava gelada o que era ótimo, pois o calor estava insuportável. Ele gostou de estar na água, entendeu que realmente era divertido e estava se divertindo, até que o chão simplesmente desapareceu. Ele agitou os pés desesperadamente tentando encontrá-lo, mas ele não estava lá. Tentou gritar por socorro, mas sua boca encheu d’água e ele acabou engolindo bastante. Sua garganta ardia por causa do sal enquanto ele se debatia desesperado tentando não afundar. Foi quando ele sentiu. Mãos frias, não na temperatura agradável da água, gélidas, como mãos de gente morta, lhe agarraram os tornozelos e o puxaram para baixo. Elas o queriam, queriam levá-lo com elas. Ele tentava se soltar, mas as mãos, apesar de mortas, eram fortes.

Quando ele estava quase perdendo a consciência, sentiu dois braços fortes levantando-o acima da água. Ele olhou para cima e viu o rosto de seu pai que tenta socorrê-lo. Henrique foi levado para a areia, a família inteira se reuniu em torno dele, todos preocupados. Ele tossiu, vomitou bastante água e sentiu um alivio tão grande de estar de volta a terra, ao solo firme, de onde não saiam mãos mortas para lhe pegar, que começou a chorar desesperadamente.

Sete anos se passaram depois daquele dia, e aquela era a primeira vez que voltara a praia.
Tudo isso se passava na cabeça de Henrique enquanto ele olhava o balanço das ondas, hipnotizado, exatamente como naquele dia, como uma presa olhando o chamariz de seu predador.

Hei! Venha dar um mergulho! A água está ótima!

Henrique teve um sobressalto quando ouviu aquela voz chamando por ele. Olhou em volta para ver de onde viera, mas não havia ninguém.

Vamos! Venha logo, você vai adorar!

Agora ele tinha certeza, a voz estava dentro da sua cabeça, mas não era a voz de sua consciência ou algo assim, era a voz do mar. Quando se deu conta, ele já estava em pé, caminhando vagarosamente até a água. Tentou fazer suas pernas pararem, mas não podia. Não podia, porque ele queria isso. Queria ir até lá e ver se a água estava mesmo ótima. Ele parou a um passo de molhar os pés.

Vamos, entre! Você pode confiar em mim!

Ele deu mais um passo, cautelosamente, e a água bateu em seus joelhos. Estava quente. Não morna, como a água do mar às vezes fica, estava realmente quente, como um banho de banheira. O dia estava nublado e frio, o que o fez querer ir mais fundo. Então, ele entrou, com roupa e tudo. A sensação era ótima. Ele nadou de um lado para o outro, sentindo a temperatura relaxante da água. De vez em quando, olhava para ver se não estava se afastando muito, mas logo se esqueceu disso. De repente, surgiu uma onda maior do que as outras. Henrique tentou nadar, mas foi puxado pela onda.

“Ela vai me engolir! É isso! Foi tudo uma armadilha e eu caí como um patinho!” pensava ele em desespero.

A onda quebrou sobre sua cabeça, fazendo-o girar varias vezes embaixo d’água. Quando, finalmente, conseguiu emergir, ele olhou para a praia e viu que havia se afastado. Começou a nadar desesperadamente tentando voltar à praia. Então, eles vieram. Henrique pode senti-lo enroscando em suas pernas, as ventosas grudando em sua pele. Um polvo gigante o pegara! Logo estaria envolto em tentáculos dos pés a cabeça e não poderia mais nadar. Estava condenado. Era o seu fim, sabia disso.

Ele já podia até ouvir os gemidos de aprovação dos mortos que queriam sua companhia. Sentia que já havia tubarões nadando em volta, famintos e prontos para o jantar.

Nesse momento, uma onda o jogou para baixo, novamente. Ele tentou manter a cabeça fora da água, mas veio outra onda e o fez girar e bater com a cabeça no fundo. Ele abriu os olhos embaixo da água e viu uma coisa que chamou sua atenção. Uma concha, a mais bela que já vira e estava bem ali, bem na frente dele. Era branca rajada com um tom alaranjado. Ele cravou as mãos na areia para pega-la, enquanto as mãos mortas tentavam puxá-lo e se arrastou pelo fundo até conseguir colocar a cabeça para fora da água. Quando seus pés, finalmente, tocaram o chão, ele começou a correr desesperadamente tentando chegar à beira. Assim que pôde, correu para fora da água e foi embora, sem olhar para trás. “Não foi dessa vez que você me pegou!” pensava ele triunfante. Ele admirava seu premio enquanto caminhava até a casa dos seus tios. “Gaby com certeza vai se apaixonar por mim!”  

Se Henrique tivesse olhado para trás, com certeza teria visto a mão pútrida que emergiu da água agitando-se, como se fosse um sinal de ‘adeus’. Ou seria um ‘até logo’?
Anna voltava da escola sozinha pelo caminho que sua mãe lhe ensinara, era a primeira vez que o percorria sozinha. Ela olhava em volta, atenta aos pontos de referência que sua mãe lhe dera, para saber em quais ruas deveria virar e por quais deveria passar direto. Foi nesse momento que viu algo que chamou sua atenção. Havia uma grande coisa escura no alto de um poste. Olhando mais atentamente ela percebeu que se tratava de uma ave, que ela reconheceu como um urubu. Ela achou engraçado encontrar um urubu no caminho, nunca tinha visto nenhum quando passava ali com sua mãe.

Ela continuou andando até a próxima esquina e, então, parou. Havia outro urubu no alto de um poste, mais outro, outro no poste seguinte e assim por diante. Todos naquela mesma rua. Anna ficou tão curiosa com aquilo que decidiu dar uma olhada. Foi caminhando lentamente por aquela rua, sem se dar conta de que estava desviando do caminho ensinado por sua mãe. Quanto maias andava, mais entrigada com aquelas aves ela ficava. Estas, por sua vez, pareciam igualmente interessadas nela, vigiando atentamente cada passo seu. Aos poucos Anna foi ficando incomodada com aquilo, gostava menos ainda por estar sozinha. Começou a sentir falta de sua mãe. As aves agora lhe causavam medo, tinha a sensação de estar sendo cercada por elas. Mesmo assim, decidiu continuar até matar sua curiosidade.
No fundo, ela esperava não encontrar nada demais, apenas um monte de lixo e não um gato morto como vira uma vez. Aquilo a deixou sem dormir por três dias.

A rua se tornou cada vez mais estreita, já parecia mais uma viela perto do fim, até que acabou. No final havia um pequeno beco passando entre duas casas que dava para um terreno baldio nos fundos. Anna pôde ver vários urubus sobrevoando o local. Ela atravessou o beco e parou na beira do terreno. Assim que fez isso, alguns urubus levantaram vôo e ela pode ver o que estavam comendo.

Seu cérebro não compreendeu imediatamente a visão, mas assim que começou a assimilar aquilo, sua boca foi se abrindo em um grito silencioso. Sentiu algo quente e molhado descendo por suas pernas, mas não foi capaz de se mexer. O coração batia tão forte que o sangue pulsava em seus ouvidos. Ela emitiu um pequeno gemido, então veio o grito. Um grito de puro horror, daqueles que faz gelar a espinha de quem ouve.

No terreno baldio havia o corpo de um homem. Parecia ser de meia idade, era impossível dizer com certeza, já que os urubus haviam comido uma boa parte do seu rosto. Era possível ver os dentes brancos e uma parte que restara da língua, onde antes haviam as bochechas. Um dos urubus beliscava partes do cérebro através da cavidade ocular. O resto do corpo estava cheio de rasgos e partes comidas com ossos a mostra. A barriga fora aberta e os intestinos serviam de aperitivo aos urubus.

Anna permaneceu gritando por mais de dez minutos, paralisada, até que um vizinho do terreno apareceu e descobriu porque ela gritava.

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Mateus Braga
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